HÉLIO DA SILVA JÚNIOR

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A Fera em mim


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A fera em mim, me faz levantar de noite, e atacar a geladeira, me faz comer besteiras como uma forma de prêmios, como um conforto para minha vida miserável. Por um lado, me vejo como um apostador, que mais uma vez tenta desesperadamente vencer, mesmo sabendo das poucas possibilidades, eu me agarro a toda e pequena chance de sucesso que bate minha porta.

Eu sei, que tudo não passa de uma aposta, eu sei porque vejo tudo que me acontece, mas no fundo de meu cerne eu não sei bem o que estou fazendo. Eu penso que penso, mas ajo sem pensar, uma caótica dança do ser e não ser, a quem eu não sei aonde chegarei.

Em minha alma meu grito me diz, “Você não se dedicou 100%, dedicou?” e a pergunta que eu faço a mim mesmo por um pequeno momento me deixa chateado, contudo por saber da resposta, por ser fraco para admitir, eu fujo, eu corro, evito encarar a possibilidade, e correndo eu vejo passar por mim oportunidades que eu não quero ver.

Me prendo a uma aposta, sabendo que as chances são pequenas, eu imagino que irei vencer, eu desejo que minha vitória possa apagar o meu passado, a minha vergonha, mas sei que o passado não deixará de existir, pois é necessário eu viver o hoje, sonhando com o futuro e lembrando do meu passado, pois é ele a prova de quem eu sou hoje.

Ainda sim eu uma fera, não me vejo capaz de mudar, eu quero, eu preciso, mas é como se as mãos invisíveis me fizessem cometer os mesmos erros dia após dia, e eu vejo tudo vejo e nada faço, não que não tenha a chance de faze-lo mas não faço pelo medo, medo de perder o pequeno espaço de conforto que criei, meu pequeno quadrado, que a cada dia desfalece, enfraquece, e eu vejo mas fico calado colocando em minha mente, uma mentira desprezível, eu minto para mim mesmo que o dia seguinte será melhor que o anterior, mas os dias passam e eu continuo no mesmo lugar.

Quem sabe seja eu o eterno mentiroso, que cai em minhas próprias mentiras, e não sei mais separar quem sou, talvez eu saiba o real motivo de eu não mudar, mas eu temo, temo perder o que tenho, temo quebrar a cara, temo fracassar, ainda que saiba que o fracasso não é o fim, que o fracasso na verdade é apenas mais um degrau necessário a se seguir para atingir o sucesso, ainda sim eu me prendo nesse degrau, que eu sei, que eu sinto que esta desaparecendo, e eu não consigo prever o que virá.

Disso eu temo, temo tanto que não consigo dormir, e viro as noites comendo, como um porco, que come e come, eu como para fugir, eu como para maquiar a verdade que sei, mas eu como pelo pequeno prazer que tenho, ao comer me sinto menos inútil, menos falho, menos fracassado, e talvez seja isso o motivo de eu continuar a ser a fera que hoje sou.

Mas o mundo é cruel, e as pessoas piores, para ser alguém uma imagem é necessária, e eu pouco me importava com isso, mas preciso mudar, preciso me auto policiar, me vigiar, para aos poucos lapidar a gordura corpórea e voltar a ser uma pessoa bela, um príncipe bonito.

Inteligência hoje tenho, experiência cada dia consigo, mas beleza, eu preciso ter para conseguir o que quero, pois o mundo, não eu, busca o belo e aceita o ser belo e inteligente, ainda sim eu tento mudar o mundo, mas mudar quando se é uma fera é difícil, e frustrante, talvez no fundo do meu ser eu imagino que belo terei alguma chance, e por isso eu luto.

Meu inimigo sou eu, meus hábitos, meu inimigo é minha fome, que devera ser saciada de alguma forma, eu preciso encontrar uma forma de crescer de evoluir, de moldar o meu corpo em prol daquilo que é chamado belo, preciso destruir o meu casulo, me motivar, preciso tirar energia de locais onde nunca procurei, e ainda sim cansado eu luto.

Luto para viver, para ser reconhecido, pois calado em meu quarto, mais um hikimori enfurnado no quarto, um vasp egoísta e egocêntrico, um zero a esquerda que sabe o que se tornou uma ovelha negra aos olhos da família que se banqueteiam com meu fracasso, e olham em meus pais como um olhar de superioridade, como se seus filhos, pedaços de carne falhos, fossem algo, já que na lama estou.

E eu vejo tudo, sei de tudo, ouço tudo, mas minha voz não chega aos ouvidos de ninguém, me finjo de tolo, de bobo, um idiota que aparenta não ser perigo, mal sabem eles que eu sei, sei e planejo minha triunfal vitória sob eu mesmo.

Eu luto contra quem fui, e busco para o futuro um sonho, eu luto e vivo o hoje, mas eu planejo, eu estudo, eu anoto, e o porco, o pedaço de banha que sou, o idiota para alguns, o gênio para outros, a fera que sei que sou, luta para viver, luta para mudar a si mesma, e lutar para vencer.

Pobre tolo que sou, ainda sim continuarei a marchar em minha jornada, buscando cada dia redenção.

 
   
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