MARIA DO SOCORRO DOMINGOS

1658 -
Total Visualizações: 328
Texto mais lido:
MODINHA - Total: 83
Educares são nossos pontos, nossa pontuação! Educares: 143
10 Autores mais recentes...
ZEKA BIGUETTI
EDSON MILTON RIBEIRO PAES
LUCONI
MÁRCIO EVANGELISTA DOS SANTOS
VIVIANE MAUBRIGADES
REGINA SOUZA VIEIRA
HILTON MARCOS DE OLIVEIRA
WAGNER PAULON
GISELE NEGRO DE LIMA
ALEXANDRE DORNELES DE BRITO PINNA
10 Autores mais lidos...
613 SEDNAN MOURA
SEDNAN MOURA
Total: 1224401
285 ALEXANDRE BRUSSOLO
ALEXANDRE BRUSSOLO
Total: 228888
272 PEDRO VONO
PEDRO VONO
Total: 110125
190 DIRCEU DETROZ
DIRCEU DETROZ
Total: 82853
1121 THALYA SANTOS
THALYA SANTOS
Total: 82171
622 EVANDRO JORGE DO ESPIRITO SANTO
EVANDRO JORGE DO ESPIRITO SANTO
Total: 43968
218 ZILDO GALLO
ZILDO GALLO
Total: 28773
496 ALBERTO DOS ANJOS COSTA
ALBERTO DOS ANJOS COSTA
Total: 28020
189 LADISLAU FLORIANO
LADISLAU FLORIANO
Total: 25924
385 ANDRADE JORGE
ANDRADE JORGE
Total: 23322
Sala de Leitura
Busca Geral:
Nome/login (Autor)
Título
Texto TituloTexto



Total de visualização: 29
Textos & Poesias
Imprimir

Total Votos: 0
DICA: Utilize o botão COMPARTILHAR (do facebook em azul) ou o LINK CURTO que disponibilizamos logo abaixo desse botão para compartilhar seu TALENTO nas Redes Sociais, compartilhando com mais fãs e leitores de toda parte do Mundo Virtual. Esse recurso foi desenvolvido para ajudar na divulgação de seus textos. USE SEMPRE QUE DESEJAR!
  Anote esse link curto de seu texto e divulgue nas redes sociais.

A FLAUTA E O SABIÁ


*** Faça o seu Login e envie esse texto por email ***

A FLAUTA E O SABIÀ (texto baseado no conto de Coelho Neto , de mesmo título)
Num estojo de veludo

Sobre uma mesa de verniz,

Repousava uma flauta

Tranqüila e muito feliz.



E morando na gaiola

Bem acima dessa mesa,

Um sabiá muito belo

Cantador por natureza.



A tarde linda de sol

Ele, pensando na mata,

Encheu-se de alegria

E modulou uma volata.



A flauta em gargalhadas

Começou a desdenhar:

Como é que se atrevia,

Aquele pobre, a cantar?



- De que ris - Indaga o pássaro

Por que estás contente assim?

- Ora, pois, como te atreves

A guinchar perto de mim?



O pequeno passarinho

Ainda não conhecia,

O arrogante instrumento

Que deboches lhe fazia.



Então ele perguntou:

- Quem és tu, ó bela imagem?

E a flauta respondeu:

- Bem se vê que és um selvagem.



- Eu sou a famosa flauta

Inventada por Marsias,

Nos palácios sou saudada

Com todas as regalias.



Meu inventor era forte

Com o deus Apolo lutou,

Vencedor foi consagrado

Por isso o deus o matou.



Além de ser um selvagem

És também ignorante,

Lê os clássicos, camarada,

Aprenderás num instante!



O sabiá todo encolhido

Nem sabia o que falar,

Mesmo assim criou coragem

Resolveu se apresentar:



- Sou um mísero sabiá

E por Deus eu fui gerado,

Antes dessas invenções.

Deixemos isso de lado.



A flauta, com petulância,

Começou a perguntar:

- Que fazes, por caridade,

Pensas que isto é cantar?



- Canto sim, todos os dias

Faço disso o meu ofício,

Mas cantar me rende pouco

É um grande sacrifício.



Eu deixarei de cantar

E me calarei por fim,

Se em teu canto descobrir

Que és superior a mim.



Canta! Eu te escutarei

E se eu apreciar,

Prometo, jamais irei

Uma volata ensaiar.



- Despresível sabiá

Grande é tua pretensão,

Desconheces por inteiro

A minha nobre missão.



Eu canto para alegrar

Os reis em bonitas festas,

Em noites de lua cheia

Sou o guia das serestas.



A minha voz acompanha

Hinos sagrados na igreja,

Também alegro as damas

Qualquer pessoa que seja.



O meu canto harmonioso,

Inspiração das mais puras,

É regalia dos deuses

E das demais criaturas.



- Aqui estou para ouvir

O teu canto sem igual,

Sem inveja e sem rancor

Eu direi que és a tal.



A flauta então respondeu:

- Agora não é possível,

Não está cá o artista

Que me faz ser imbatível.



- Que artista, minha amiga,

Essa é boa! Eu não sabia

Que precisas de ajudante,

Para cantar uma melodia!



- O meu senhor é quem sopra

E o meu som sai perfeito,

Porém, sem ele não dá

Eu não canto! Nada feito!



E o sabiá percebeu

Da flauta toda a vanglória,

Aplicou-lhe uma lição

Prá terminar a história:



- Então, vivam os sabiás

Que cantam todos os dias,

E tiram do próprio peito

Os sons para as cantorias.



Há muitos iguais a ti

Que têm o costume feio,

De querer ser diamante

Usando o brilho alheio.



Flauta, ó flauta orgulhosa

Que escarnece de um amigo,

Desce do teu pedestal

Faz um dueto comigo!



E com toda a sua força

Alegre pôs-se a cantar,

E a flauta, quem diria,

Desistiu de casquinar!





Este cordel é baseado no conto "A flauta e o sabiá " de Henrique Maximiniano Coelho Neto (Caxias/1864 - Rio de Janeiro/1934), escritor, cronista, folclorista,romancista, teatrólogo, crítico, político e professor , membro da Academia brasileira de Letras - fundador da cadeira de número 2, considerado o Príncipe dos prosadores brasileiros.


Maria do Socorro Domingos dos Santos Silva
João Pessoa, 30/04/2012

 
 

Esse texto já foi lido hoje por esse computador e usuário. A contagem da poesia não foi adicionada!
 
Comente o texto do autor. Para isso, faça seu login. Mais textos de MARIA DO SOCORRO DOMINGOS:
(O TRIGO (inspirado no apólogo - de mesmo título - De Coelho Neto) Autor(a):
A FLAUTA E O SABIÁ Autor(a):
ÊXTASE Autor(a):
MODINHA Autor(a):
O PRETENCIOSO (CORDEL) Autor(a):
O QUE É O TEMPO? Autor(a):
O QUE É QUE O POETA TEM? Autor(a):