Total Visualizações: 174
Texto mais lido:
No vazio dos olhos - Total: 101

Amigos Recentes

1121 THALYA SANTOS494 LAZARO NASCIMENTO591 ANTONIO IDÊRLIAN PEREIRA DE SOUSA548 CLAUDIANNE DIAZ677 ARETHA SALLES710 TATIANA ROZARIO633 LIA SANTOS614 PABLO BRUNO DE PAULA DOS SANTOS
Meus amigos...
Foto de Capa Efuturo MARCONI FERREIRA 647
Todos os textos de: MARCONI FERREIRA DOS SANTOS
Busca Geral:
     
DICA: Utilize o botão COMPARTILHAR (do facebook em azul) ou o LINK CURTO que disponibilizamos logo abaixo desse botão para compartilhar seu TALENTO nas Redes Sociais, compartilhando com mais fãs e leitores de toda parte do Mundo Virtual. Esse recurso foi desenvolvido para ajudar na divulgação de seus textos. USE SEMPRE QUE DESEJAR!

 
Imprimir Texto
Total Votos: 0
Anote esse link curto de seu texto e divulgue nas redes sociais.

No vazio dos olhos

Ouvi seu coração bater forte como um tambor
explodindo no peito como se fosse uma bomba;

Nas pontas dos dedos a pulsação na pele
ressecada pelo tempo, que não parou de seguir;

Seu semblante triste e cansado, marcavam a avançada idade
lançada ao mundo cão, às vezes dizendo sim, quase sempre dizendo não;

Meus olhos ardiam de alegria, tristeza, medo e emoção
querendo ler seus pensamentos e resumir seu coração;

Na ponta dos meus dedos, partindo lentamente e,
cada vez mais fraco, louco descompassado coração,
como relógio descompassado, tentando seguir o tempo
apressado como o vento e parou...

Acendi um cigarro, traguei forte a fumaça
soprei para o infinito, como se poluindo o quarto,
o tempo parasse. E parou.

Por um décimo de segundo parou de bater trôpego,
tropeçando em seu próprio ritmo, trazendo à lembrança uma vida,
tão amarga quanto fel, tão suave quanto pluma.

Tortuosa fumaça que subia lentamente, fugindo covardemente da ponta do cigarro, abandonando tudo e me deixando ali sozinho,
como aqueles últimos suspiros que se esvaíam do corpo inerte,
quieto na agitação da mente tumultuada como a vida;

Os olhar fixo no teto, olhando além da vida, como se elevasse a alma
pelo foco da visão, tentando encontrar a saída da terra e a porta do céu;

Sob os poucos e brancos cabelos, uma mente desentendida
a qual, governos governados viu, anarquistas soldados, vagabundos diplomados e...

Meu cigarro.
Um pouco mais que o filtro, se acabando em tragos e tragos
a fumaça se perdendo numa dança de liberdade;

Liberdade prisioneira, vida não vivida, guerra pela paz;

Os olhos. Se escondendo por cada gesto visto, se fechavam calados
resguardando-se para uma vida de eterna liberdade de enxergar,
de ouvir e se falar,
de se abrirem como flores tão belas de um jardim, que sem saber, cobriam cada desgraça da humanidade;

Meu cigarro... O último trago, um último suspiro, uma última batida;
Despedida sem aceno. Um minuto, uma hora, um dia, um século, uma eternidade.

E o tempo parou. Ou será que fui eu?
Não sei ao certo.
Dou as costas à vida que se apagou assim como meu cigarro;

Suspiro profundamente;
Abro a porta para o mundo e saio de olhos fechados...
cego para viver a vida que se foi
no vazio dos olhos.
 
   
Comente o texto do autor. Para isso, faça seu login.
Total de visualização: 101
[ 2 ] Texto
Votos Poesia Leitura Publicação
0 No vazio dos olhos 101 30/04/2018
0 Construtores do tempo 73 13/04/2018

Parceria:

Academia Gonçalense de Letras, Artes e Ciências.