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UM PROFESSOR DE LITERATURA


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Renato tinha 16 anos, precisava passar pelos vestibulares do fim do ano. Renato, para piorar a obrigação dos vestibulares, também se sentia invisível, inexistente em um mundo cheio de compromissos que envolviam frequentar um cursinho preparatório noturno, escolher uma carreira; manter a escolha e garantir um futuro próspero para si.

Renato se sentia invisível, mas tinha uma certeza: pessoas nesta condição do ser impercebível, não podem ter nenhuma profissão e os vestibulares para diferentes carreiras, todas as carreiras, desfilavam como nuvens de formatos semelhantes: o cumulus Engenharia, o cumulus Jornalismo, o cumulunimbus Medicina ou Direto.

Então frequentar o tal cursinho noturno tornou-se uma atividade corriqueira que, no fim de tudo, levaria Renato apenas a visualizar a dissipação das tais nuvens e nunca, jamais, implicaria na diminuição da sua invisibilidade.

Que importava o quanto os pais pagassem pelo curso.

As aulas de matemática eram insuportáveis e eram inexplicáveis as aparições de Química e Física.

Renato e seu colega Félix, outro ser em estado oculto, decidiram apenas assistir as aulas de Literatura Brasileira e isso porque o professor os fazia rir com as histórias dos poetas e, embora o professor apresentasse novos poemas, passaram semanas reprise.

Um dia, entre duas aulas, o professor de Literatura, antes de uma aula, aproximou-se dos dois alunos e nomeou sorrindo:

- Meus perseguidores...

Neste momento, Renato riu porque fora a visão de alguém; sendo engraçado surgir, pontualmente surgir para alguém tão importante.

Mais tarde Renato percebeu o quanto a invisibilidade era prejudicial na matéria chamada adolescência, tendo Renato começado a aparecer naquele encontro com o professor de Literatura e, embora ainda tenha passado por muitas abduções de humor e outras reações químicas volatizáveis, a invisibilidade foi superada e Renato até se formou em Psicologia.

O Renato invisível voltou novamente em 1996, quando soube da morte daquele professor de literatura devido a um câncer.

A morte do professor, alguém tão importante, foi um súbito eclipse da atual vida do psicólogo Renato.

Renato pensou: Lua cheia para os poetas.

DO LIVRO: TOUROS EM COPACABANA

 
   
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0 UM PROFESSOR DE LITERATURA 24 11/07/2019
0 OS TOUROS 7 11/07/2019
0 DIA SEGUINTE 4 11/07/2019
0 O HOMEM PRIMITIVO 21 04/07/2019
0 CURRÍCULO VITAE 47 21/06/2019
0 AMO A VIDA COMO WALT WHITMAN 59 10/06/2019
0 AMOR ATO VINTE 30 08/06/2019
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