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COMO UM PAI OU PROFESSOR PODE SABER SE SEU FILHO, OU ALUNO, ESTÁ SE INICIANDO NAS DROGAS, OU SE JÁ É UM VICIADO?


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COMO UM PAI OU PROFESSOR PODE SABER SE SEU FILHO, OU ALUNO, ESTÁ SE INICIANDO NAS DROGAS, OU SE JÁ É UM VICIADO?
CONSELHO BRASILEIRO DE PSICANÁLISE
CBP(INNG) 1978 - 2019
Prof. Doutor Wagner Paulon
2018 - 2019

Podemos dizer que determinados comportamentos são comuns a quase todos os viciados, embora possam surgir características bem pessoais, que fujam à regra. Há, porém, uma sintomatologia que envolve todos os dependentes de drogas e, conforme a intensidade com que se manifestam, podem constituir-se em um indicativo para que saibamos se estamos diante de um principiante, ou de um viciado consumado.

O principiante ainda pode dissimular, mas o contumaz, o já dependente de drogas, fatalmente terá seu comportamento denunciado por algumas características, que adiante descreverei, as quais ele não poderá esconder, pois criará e habitará um mundo bem característico; e com estas orientações e apurando sua observação, um pai, ou um professor poderá ter indícios se seu filho, ou aluno, é um principiante, um experimentador, ou um viciado.

MUDANÇA BRUSCA NO COMPORTAMENTO DO JOVEM

Passa a ser arredio, e ter reações desproporcionais aos estímulos que lhe são apresentados.
Por comportamento, entendemos as maneiras de ser ou agir de uma pessoa, as manifestações objetivas de sua atividade global.

Assim sendo, podemos dizer que o jovem que usa droga vai passar a apresentar uma brusca mudança no conjunto de sua maneira de ser.

Vai deixar de ser aquela pessoa cujo conjunto de atividades e atitudes tinham umas sequências lógicas, cujas dificuldades para enfrentar os problemas eram perfeitamente compreensíveis, e agora vamos começar a ficar perdidos diante de suas reações. Em alguns casos, vamos ter dificuldade, mesmo para compreender o que está se passando, pois, as reações começam a parecerem inconsequentes.

IRRITABILIDADE SEM MOTIVO APARENTE E EXPLOSÕES NERVOSAS

O jovem sentia-se mal antes da droga, por isso ela o gratificou e dela ele ficou dependente.

Mas, com o correr do tempo, vai sentir-se pior ainda dentro da droga, pelas crises que terá, na sua falta: as chamadas crises de abstinência, e isto o deixarão neurastênico e irritadiço, de sorte que sempre estará propenso a explosões nervosas, quase que incompreensíveis, e seu estado de irritabilidade será sentido ao se vestir, ao sentar à mesa, ao se despedir, enfim, estará sempre inconformado.

Não confundir estas situações com uma contestação normal da adolescência que, por motivo de autoafirmação, ou pelo conflito de gerações, poderá não se satisfazer com conceitos, opiniões e pontos de vista de seus pais, professores, ou dos adultos que o cercam.

INQUIETAÇÃO MOTORA. O JOVEM SE APRESENTA IMPACIENTE, INQUIETO, IRRITADO, AGRESSIVO E VIOLENTO.

Por este conjunto de atitudes podemos entender que algo não vai bem, porém, estas atitudes serão tomadas de forma incompreensível.

Assim, sua impaciência poderá manifestar-se na igreja, por exemplo, onde sempre aguardou o final da missa de forma tolerante. Inquieto em sua sala de aula, de forma a prejudicar profundamente a audiência, quando antes apresentava a mobilidade dos demais alunos, às quais os professores já estão acostumados, mas agora a sua inquietude é quase provocante e isto vem associado à sua irritabilidade, que está sempre à flor da pele.

O jovem que toma drogas passa a viver para elas e, como tal, poderá mostrar-se agressivo, ou por estar drogado, ou pela impaciência de aguardar o final da aula, para ir ao encontro de seus "amigos", ou do lugar onde buscar sua nova dose, e isto poderá torná-lo agressivo com o companheiro de sala, da direita, ou da esquerda, da frente, ou de trás, do começo, ou do fundo da sala, ou, se estiver em casa poderá ter reações agressivas às observações de seus pais e irmãos; ou ter um acesso de violência com o cão, que passou por perto e nada lhe fez. Estes exemplos são simples, mas visam dar uma ideia de que o comportamento do dependente de drogas é impaciente, inquieto, irritado, agressivo e violento.

DEPRESSÕES, ESTADO DE ANGUSTIA SEM MOTIVO APARENTE.

A droga cria a chamada "dependência psicológica", isto é, na sua falta o viciado se apresentará apático e deprimido, sem vontade nenhuma de participar em nada, seu antigo amor pelos desportos agora é substituído por uma apatia geral, e este estado depressivo será uma constante.

Não confundir esta situação, com situações difíceis pelas quais todos os mortais passam, e ficam deprimidos diante de um insucesso, ou da dificuldade de um vestibular, ou da reprovação em um concurso.
O estado depressivo se apresentará de forma cíclica e constante.

QUEDA DO APROVEITAMENTO ESCOLAR OU DESISTÊNCIA DOS ESTUDOS.

Todas as situações anteriores farão com que o jovem tenha, como prioridade, a busca da droga e o encontro de seus "amigos" fumadores, ou consumidores.

Dentre as causas que levam o jovem à droga, podemos dizer que a incompreensão dentro da família poderá tornar-se insuportável e o jovem sentir-se até rejeitado. Porém, no grupo de viciados, ele é aceito de forma incondicional e quanto mais antissocial se apresentar, mais líder será.

Então vemos que abandonar os estudos vai de encontro a sua vontade inconsciente de agredir a família, que ele entende como desconfortante.

O abandono, ou a tentativa de abandonar a escola pode aparecer na vida do viciado, também, como uma forma de não se sujeitar a horários, normas, obrigações e submissões que a sociedade lhe impõe e que, no seu estado de desajustamento psicológico, ele quer agredir.
Não confundir esta situação com o fato de o aluno estar indo mal na escola, por dificuldades a que estão sujeitos todos os alunos, em sua diferenciação de inteligência e sua facilidade, ou não, para a Matemática, ou o Português. Este que lhes escreve foi reprovado duas vezes na antiga segunda série do curso ginasial, e isto se deveu ao fato de não saber latim e matemática, e daí minha vocação posterior para ciências humanas.
Este exemplo é para lhes dizer que a reprovação, ou ir mal na escola, nem sempre estão associados, à droga, poderão às vezes, estar associados, até, à incompetência do professor, ao descaso do diretor, ou à falta de acompanhamento dos pais, que não comparecem às reuniões das associações de pais e mestres, quando convocados.

INSÔNIA REBELDE

Denunciada por ele mesmo ou observada pelos familiares. As drogas podem acelerar ou retardar o funcionamento do cérebro, ou fazê-lo funcionar de forma anormal. Desta maneira, poderá provocar uma alteração em horários de dormir ou acordar, pois os centros cerebrais do sono são atingidos pelas drogas.

Se dissermos que o cérebro comanda nossas atividades; é a substância mais nobre do universo e composta de dez bilhões de células; e, só o fato de respirar, implica em o cérebro comandar o funcionamento de noventa músculos, é fácil deduzirmos o porquê da insônia ou do sono anormal.

Não confundir esta situação com as insônias a que estão sujeitas as pessoas em períodos de intensa ansiedade.

ISOLAMENTO — O JOVEM SE RECUSA A SAIR DE SEU QUARTO, EVITANDO CONTATO COM AMIGOS E FAMILIARES.

O psicótico constrói um mundo só seu e o habita doentiamente (dizem as más línguas, em tom de blague, que os psicólogos e psiquiatras é que cobram o aluguel).
Os dependentes de droga, que não são psicóticos, também passam a viver um mundo à parte, onde dizem: "estou na minha", ou porque estão curtindo a última dose, ou porque estão experimentando o desconforto da falta da droga ou, ainda, idealizando como ir buscar a próxima dose. Este fato passa a ser constante e incompreensível para os pais e familiares.

Mas devemos ficar atentos à chamada de amigos que vêm bater à porta em altas horas da noite e são atendidos prontamente: É possível que sejam pessoas que vieram trazer a droga, buscar a droga, ou pedir uma informação sobre onde encontrar a droga de que necessitam, ou uma comunicação urgente de algum amigo que foi preso, ou de algo que foi denunciado e precisa ser alterada a estratégia com alguma urgência.

MUDANÇA DE HÁBITOS. O JOVEM PASSA A DORMIR DE DIA E FICAR ACORDADO À NOITE. EXISTÊNCIA DE COMPRIMIDOS, SERINGAS, CIGARROS ESTRANHOS, ENTRE SEUS PERTENCES.

A mudança de hábitos vai existir, pois o viciado estará em descompasso com as atividades que exercia anteriormente, tais como escola, trabalho etc.

Na escola, estará desinteressado e, no trabalho, geralmente deixa o emprego e passa a viver de pequenos expedientes, sem muita responsabilidade, pois não terá condições de sujeitar-se ao rigor dos horários de entrada e saída. A existência de comprimidos poderá ser notada, principalmente se for dependente das chamadas "bolinhas" (anfetaminas ou barbitúricos). As seringas passam a fazer parte da vida do dependente, para a introdução, na veia, da droga e, geralmente, acompanhada da borracha que serve de "garrote"; outros viciados usam colheres, que ficam com aspectos de terem sido levadas ao fogo, isto porque aquecem o tóxico para, com água destilada, introduzirem-no em seu corpo. Daí ser muito comum a pessoa apresentar nos braços, pernas ou veias do pé, sinais de picadas ou, até alguma ulceração; feridas causadas pela falta de esterilização (assepsia), pois essas injeções são ministradas pelo próprio dependente, ou por um "amigo" de vício.

Os cigarros de maconha, quando usados e não fumados até o fim, o viciado não joga fora, pela dificuldade de adquirir outro.

Em seus pertences pode ser encontrada a "bagana", que é o cigarro de maconha já usado, parecido com a "bituca" do cigarro comum.

A maconha se apresenta como erva seca, parecida com pedaços de alfafa; ou prensada, como um defumador; e seu cheiro característico é idêntico ao do perfume "PATCHULI".

O aparecimento dos objetos acima descritos é um forte indício de que algo de errado está acontecendo com o jovem.

DESAPARECIMENTO DE OBJETOS DE VALOR, DE DINHEIRO OU, AINDA, INCESSANTES PEDIDOS DE DINHEIRO. O JOVEM PRECISA, A CADA DIA MAIS, A FIM DE ATENDER ÀS EXIGÊNCIAS E EXPLORAÇÃO DE TRAFICANTES, PARA AQUISIÇÃO DE PRODUTOS QUE LHE DETERMINOU A DEPENDÊNCIA.

Realmente, é uma constante na vida do viciado, a necessidade crescente de dinheiro, e nesta ânsia, depois de gastar a sua mesada, ou seu ordenado, ele é levado a tirar pequenos objetos de casa, para vendê-los e sustentar o seu vício.

Muito embora o viciado, quando começa a traficar, receba em consignação, uma porção de droga, ou em cigarros de maconha, para depois prestar contas e receber sua comissão, ou sua parte em dinheiro ou tóxicos, sua necessidade crescente obriga a pequenos furtos, em sua própria casa, ou à venda de alguns pertences seus, que representem valor.

Não confundir esta situação com uma cleptomania passageira a que alguns jovens podem estar sujeitos. Ou, mesmo, para atender à vaidade natural e adquirir um novo tênis, que a sociedade de consumo em que vivemos quase o obriga a comprar, ou pela vontade de se apresentar "na moda", diante de sua namorada, sendo às vezes, incompreendido por seus pais. Esta situação é passageira e seu quadro geral não vai estar de acordo com os outros, aqui apresentados.

MÁS COMPANHIAS.
OS QUE O INICIARAM NO VÍCIO PASSAM A FAZER PARTE DA VIDA DO JOVEM

As companhias do jovem precisam ser acompanhadas pelos pais de forma sutil e inteligente, para que sua desconfiança e ansiedade não deixem o adolescente perdido, pois, muitas vezes, nada de mal está acontecendo.

Mas quando ele está no mundo das drogas, com um ligeiro acompanhamento e uma observação mais acurada de todos os indicadores, veremos que companheiros maus estarão presentes nas vinte e quatro horas do dia. Os "amigos" que o procuram de madrugada, em horas esquisitas; companhia de pessoas com características de dependentes de drogas, os cochiches e a forma de vida deve ser levada em consideração.

Para isto devem os pais, sem castrarem seus filhos, observar, de perto, suas amizades, pois “dize-me com quem andas, que te direi quem es”.

 
   
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