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Que Natal é esse?


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Na semana passada, nesta chuvosa primavera, minha irmã, Esther, me telefonou lá do Rio de Janeiro e disse assim: “Betinha, você já percebeu como as pessoas atualmente não gostam de ouvir o que a gente fala? Acho que é final dos tempos.”

Bem, devo ser exceção: tanto gosto de ouvir, como de contar coisas. Agora, por exemplo, chegando de uma incrível feira de artesanato na cidade de Jaguariúna, estou lembrando das duas simpáticas senhoras sentadas ao meu lado, também esperando um ônibus naquela pequena Rodoviária.

Uma delas mostrava um sorriso magro e cansaço no olhar; porém, sua voz era envolvente, apesar de poderosa. Dava gosto ouvi-la falar. A outra, mais idosa,tinha cabelos grisalhos se destacando na pele negra muito bem cuidada, aliás.

Os assuntos iam se estendendo. E, aí, quase nem deu para sentir a hora passar. Havia na pauta: balas perdidas, desemprego, o futuro do país depois das eleições, a miséria dos povos, a violência nas escolas.

Incertezas e medos predominavam na conversa. Mas uma questão foi além de todas as dúvidas: “Desse jeito, como ficarão as alegrias no final do ano? Afinal, que Natal é esse?”

Exatamente 17h30min. O ônibus chegou e elas se foram. Eu ainda fiquei mais meia hora. Certamente, não tornarei a vê-las. Mas posso assegurar que aquelas perguntas não ficarão sem resposta!

Pois vale a pena refletir: por que, habitualmente, se dá tanto valor aos funestos acontecimentos? Aqui e ali são anunciados várias vezes, até a exaustão. No entanto, as notícias que exalam bons fluidos, incríveis sucessos ou pedaços de esperança, são simplesmente abandonadas no fundo da memória, onde ficarão perdidas para sempre…

Não esqueceremos, claro, das desgraças que estão destruindo vidas, longe ou perto de nós! Mas será possível espalhar, mesmo entre lágrimas, as sementes de luz que brotam na singeleza da Manjedoura, anunciando as boas novas de Paz, Amor e Perdão.

Que Natal você deseja para 2018? Faça despertar uma ideia genial! Vou sugerir: abraços apertados, significando sincero consolo; família reunida numa só oração de gratidão; uma canção inesquecível para quem está ausente; uma palavra iluminada voltada para as multidões sofridas, mergulhadas no desespero ou no desamparo.

Eu, decerto, estarei pensando em você com muito carinho, agradecida pela sua amizade, confiante no êxito dos seus novos empreendimentos.
Campinas, 2018 /
Betty

 
   
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0 Que Natal é esse? 120 02/12/2018