JOSEMAR BOSI

 -  - JOSEMAR BOSI
Total Visualizações: 254
Texto mais lido:
COMBATE INÓCUO - Total: 65
Educares são nossos pontos, nossa pontuação! Educares: 83
10 Autores mais recentes...
VERA SALVIANO
SANDRA TAÍS AMORIM DA CUNHA
GURU EVALD
ROBERT THOMAZ
MOISÉS ANTÓNIO
MAGO JAM
DURVALINA CASTOLDI
GILMAR GROSSINI
DEJANILDA DOS SANTOS BARBOSA MARQUEZINO
TATIANA ROZARIO
10 Autores mais lidos...
613 SEDNAN MOURA
SEDNAN MOURA
Total: 146069
272 PEDRO VONO
PEDRO VONO
Total: 100242
285 ALEXANDRE BRUSSOLO
ALEXANDRE BRUSSOLO
Total: 60173
247 VANESSA  SOARES
VANESSA SOARES
Total: 7592
189 LADISLAU FLORIANO
LADISLAU FLORIANO
Total: 7455
375 WILLIAM PEREIRA DE MENDONÇA
WILLIAM PEREIRA DE MENDONÇA
Total: 6708
190 DIRCEU DETROZ
DIRCEU DETROZ
Total: 6707
385 ANDRADE JORGE
ANDRADE JORGE
Total: 4889
192 ALCINA MARIA SILVA AZEVEDO
ALCINA MARIA SILVA AZEVEDO
Total: 4486
496 ALBERTO DOS ANJOS COSTA
ALBERTO DOS ANJOS COSTA
Total: 3755
Sala de Leitura
Busca Geral:
Nome/login (Autor)
Título
Texto TituloTexto



Total de visualização: 14
Textos & Poesias
Imprimir

Total Votos: 0
DICA: Utilize o botão COMPARTILHAR (do facebook em azul) ou o LINK CURTO que disponibilizamos logo abaixo desse botão para compartilhar seu TALENTO nas Redes Sociais, compartilhando com mais fãs e leitores de toda parte do Mundo Virtual. Esse recurso foi desenvolvido para ajudar na divulgação de seus textos. USE SEMPRE QUE DESEJAR!
  Anote esse link curto de seu texto e divulgue nas redes sociais.

SOB O JUGO DO VÍCIO

SOB O JUGO DO VÍCIO

Sonhos interrompidos, futuro destroçado.
O silêncio reconhece a noite interminável.
O remorso, inquieto, circunda acovardado.
A derrota subjuga a fé e se instala intocável.

Seus passos, de pés sujos, não pisam flores.
Sua vil sombra ofende os nobres passantes.
Repugnantes, inconcebíveis os seus odores.
O nojo envolve a tosca estampa degradante.

E ele, invisível, se detém ali, a presenciar,
Risos estridentes, rostos fúteis entre vultos.
Assiste ao que não poderá jamais saborear,
Felicidade, festa, júbilo em sorrisos adultos.

Um penar noturno que o dia busca esconder:
O fracasso conquistado no esforço da vitória.
O humor travado, no último aplauso sorver,
A fuga do céu, para um inferno sem glória.

Molambo que vagueia só, entre a multidão.
Especula, como infame garimpo, a sarjeta.
Ocupa o espaço, sem vínculo, nem noção.
A identidade sem foto, gestos sem etiqueta.

A vergonha envolta numa errante história,
Adormecida sob os lençóis do lixo exposto.
Esconjuram seus atos, rasgam sua memória,
Estupram sua honra, cospem em seu rosto.

O olhar taciturno... recita palavras em vão.
Foge de seu inimigo, delira com almas amigas.
Conversa, confina a visita, mostra sua mansão.
Abre o melhor vinho... serve em taças antigas.

Saboreia como criança que brinca inocente.
Enlouquece de prazer no quimérico mundo.
Até canta, dança, se apresenta cortês latente.
Conquista sua dama de semblante profundo.

Baila a valsa que ecoa da sublime orquestra.
Um ser que se isola, que teme o cruel despertar.
Forja o lazer, infausto... a alegria o sequestra.
Renova seus amigos, esnoba o seu bem-estar.

Quase louco, grita, esperneia, espalha receio.
Ninguém paga pra ver, nem suspeita indagar.
Quem é você que pede sem dizer pra que veio?
Não tem ninguém com quem se preocupar...?

Nem imaginam que ele já sorriu, já dançou.
Já se vestiu, decente, já cantou... contente
Até festejou, de fato, viu gente... viajou;
Foi importante! Vejam! Já amou! Dolente.

Ah!... E amou!... Verdadeiramente!

Mas hoje vaga num vazio sem perceber.
Flutua na saudade dolorida, cruciante.
Esmaga, a cada lágrima, a fé de vencer.
Descreve, ziguezagueia trajetória viciante.

Um rei plebeu de simulada luxúria cativante.
Traga. Cambaleia. Alucina. Viaja em jargão.
E outra vez canta, dança em arbítrio mutante.
Sorve, em êxtase profano, a passageira ilusão.

Morreu em vida, de olhos abertos, expirou.
Coração pulsando, com os vermes, sucumbiu.
Serenamente, o próprio enterro acompanhou.
Beijou seus entes queridos... e se despediu.

Jogou flores brancas na cova sangrenta, rasa.
Quis lápide simples, sem inscrição de alforria.
Morto que anda, sente, respira e dor extravasa.
Puxa a campa, resignado deita na calçada fria.

No seu túmulo, brilham mil estrelas sombrias.
Coberto de dourado luar, sob rico céu colorido,
Abraçado às ternas e irrealizáveis fantasias,
Dormirá sozinho, pela última vez, desvalido.

Numa aventura fútil - um império intrépido.
Chegou a hora de reaver a nobreza perdida.
Escarrar pelas narinas o torpe sangue fétido.
Vomitar pela garganta a esperança atrevida.

Mas a buzina assustada, a freada vacilante.
Soam em ecos febris, no prédio iluminado.
O corpo rodopia ao vento e cai angustiante.
Parte assim. No sobressalto do inesperado.

Vencido pelo vício que a realidade dizima.
Seguido do grito lamentoso de um passante.
Inerte, permanece. Ninguém se aproxima.
Era apenas um mísero andarilho errante...


Visite: Blog O Plebeu
 
   
Comente o texto do autor. Para isso, faça seu login. Mais textos de JOSEMAR BOSI:
COMBATE INÓCUO Autor(a):
DELÍRIO Autor(a):
PENSAMENTOS: Autor(a):
PURA CARICATURA Autor(a):
QUEM CALA CONSENTE? Autor(a):
QUERIA... Autor(a):
SOB O JUGO DO VÍCIO Autor(a):

Parceria:

Academia Gonçalense de Letras, Artes e Ciências.