ROBERTO SCHIMA

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TEMPO DE URUBUZÁ

Roberto Schima

É só se aproximar a época das eleições que os politiqueiros de plantão ressurgem de suas tocas, como ratos saindo dos esgotos ou urubus sobrevoando a carniça. Então, viram gente do povo: fazem que conhecem todo mundo e distribuem tapinhas nos ombros, sorriem forçada e ininterruptamente até as bochechas ficarem com cãibra, tomam cafezinho no boteco da esquina em xícaras mal lavadas, comem pastel em feiras livres fritos em óleo de duzentos anos, pegam crianças remelentas no colo, visitam bairros carentes com mal disfarçado ar de asco, fazem que escutam os queixumes do populacho, distribuem promessas e conchavos, abraçam trabalhadores braçais em seus locais de trabalho (pensando em quantos banhos terão que tomar para se livrar do mau cheiro). Até o fedor de fossa dá a impressão de ser melhor, porém, pensam logo no aroma do dinheiro, no título de “otoridade” e todo sacrifício e sacrilégio parecem compensar.
Toda vez é a mesma história.
Toda vez é a mesma ladainha.
E os patéticos “jingles” tocam e retocam as “virtudes” do urubu-candidato.
E os “santinhos” esvoaçam, entupindo ainda mais os bueiros e as tocas dos irmãos ratos.
E os “outdoors” emporcalham a paisagem com sorrisos de plástico, olhos de serpente e corações de pedra.
E o povo acredita?
E o povo se importa?
A voz do povo é a voz de Deus... Deus, apiede-se de nós!
Democracia é a ditadura da maioria.
O povo quer comida no prato!
O povo quer novelas, noticiários sangrentos, programas de auditório com muitas baixarias, músicas que não são músicas, programas debilóides rotulados de infantis; programas infantilóides rotulados de adultos; programas adultos que fogem a qualquer rótulo!
O povo ergue as mãos, mendigando milagres!
O povo quer mais é pôr a mão na massa!
O povo quer pão e circo!
Que comam brioches!
“Gosto de levar vantagem em tudo, certo?”
E, após as eleições, os politiqueiros retornam para as covas. Vampiros de volta às catacumbas. A amnésia retorna. Tornam a se fazer de grã-finos. Povo, que bicho é esse? Não te conheço, seu pobre duma figa! Ta sujando meu Armani! Que bafo de cachaça! Que nojo!
Prometi melhorar a saúde, a segurança e a educação? Eu lá tenho tempo pra isso enquanto encho os bolsos com as economias do povão! Você sabe com quem está falando?
“Besta é tu, besta é tu...”
“Te chamam de ladrão, de bicha, maconheiro...”
Parasita, sanguessuga, o que eu quero é mamar.
Vou chupar a teta do povo até ela secar.
Ganhar a eleição era o que me importava.
Para a tua cara, não quero mais olhar.
Mas na próxima eleição, tenha certeza:
De sua cara de pobre, fingirei lembrar.
Viva a propina! Brasil, que triste sina!
Grande lição da História: não aprendemos o que ela nos ensina.
Para finalizar, uma perguntinha: Sabe qual a semelhança e a diferença entre um político e um urubu? A semelhança é que os dois vivem da podridão. E a diferença? Bem, a diferença é que o urubu é útil.
Perdoem-me os ratos, urubus, porcos, serpentes, parasitas e sanguessugas pelas injustas comparações.
Esgoto, fossa, tocas e carniça.
Viva as eleições!



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