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Clube de Autores

06 de dezembro de 1999
QUERIDA BEL,

Escrevo-a do Lago Fumacento, para onde tive de me retirar às pressas, pois tive uma nova e
excitante ideia para uma história ( perdoe-me por não avisá-la e assim podermos conversar
pessoalmente sobre o assunto, mas, como já disse, a ideia é quente demais para que eu pudesse
esperar – Você, é claro, mais que ninguém entende isso ).

Nesse momento encontro-me à borda do longo deque que dá para o lago, chapinando os pés na
água fresca. Apesar do sol malhado do fim-de-tarde, lá longe, no horizonte, nuvens barrigudas e
cada vez mais sombrias se arrastam com a disposição de um obeso mórbido, anunciando uma
chuvarada daquelas ( a noite ideal para um escritor explodindo de entusiasmo – os dedos ficam mais
rápidos e o café, bem mais saboroso ). De qualquer modo, elas não devem demorar a chegar por
aqui, sufocando o lago com seu peso. ( Ao meu lado veio esparramar-se um gatão de ar preguiçoso,
pelo dourado com litas pretas, o gato mais gordo que já vi – o Garfield de pele e osso. Como você é
uma grande amante dessas criaturinhas peculiares, não podia deixar de falar-lhe sobre ).

Pois bem! Aqui estou, recuso da insônia dos becos e ruas de Vile, sentindo correr pelas veias uma
potência que me dá a indescritível sensação de invencibilidade – a magia vai acontecer, Bel! Ainda
ontem fiz uma visita demorada a Hogwarts. As coisas não vão muito bem por lá. Há dementadores
rondando o castelo, espalhando terror pelos alunos e principalmente sobre o pobre Harry. Sua
desconfortável e enregelante presença se dá pela fuga inesperada do assassino Sirius Black, fiel
servidor do Lorde das Trevas e que, segundo boatos, está atrás do garoto. Pelo menos Harry
começara esse novo episódio de sua vida com o pé direito ( ao que os chatos do Ministério da Magia
desaprovariam totalmente ); quase explodira sua tia Guida, a bolo-fofo. Enchera-a, num momento de
fúria ( pois ela ofendera a memória de seus pais – pode isso, Bel? ), como um balão para uma festa
de aniversário e deixou-a flutuar aos gritos sobre Londres. A cena foi cômica!

Entretanto, até eu me retirar do castelo, o garoto já havia sofrido duros e traumatizantes contatos
com os dementadores. O primeiro deles a caminho do castelo, no trem. Umas das criaturas invadiu
seu vagão e tacou-lhe um beijo para lá de aterrorizante. Não fosse Remo Lupin, novo professor de
Defesa Contra as Artes das Trevas que por sorte dividia com ele, Roni e Hermione o vagão, não sei
o que poderia ter acontecido. E teve também o inaceitável e revoltante evento no jogo de Quadrilbol,
quando Harry quase morrera ao cair de uma altura de quinze metros após ter contato novamente
com os horrorosos guardas de Azkaban. O ocorrido deixou Dumbledore fervilhando. E o pior, antes
de vir-me embora, soube que sua vassoura ficou destroçada com a queda, pois achou-se de cair
justamente nos galhos do Salgueiro Lutador – espero que o garoto consiga outra tão boa quanto.

E por falar em viagens, recebi hoje pela manhã uma carta do Thomas. Disse está de novo à Terra
Média. Ontem mesmo bebia com os hobbits em Bri, onde presenciou o fiasco de Frodo ao colocar o
anel no dedo e desaparecer inexplicavelmente diante de todos aqueles idiotas embriagados após
se estatelar entre as mesas. Contou-me também da sua conversa a portas trancadas com Passolargo,
o que me deixou levemente inquieto. ( A bem da verdade, despertou em mim certa saudade do
Condado, Bel, do velho Tom Bombadil e tudo mais ). O que sei é que devo, cedo ou mais tarde,
rumar para lá outra vez, partilhar novamente da presença dos elfos, viajar com os Nove Caminhantes,
rever Minas Tirith – Minas Tirith, Bel! Ai de mim, até da sombra da guerra estou sentindo falta!

Por fim, devo escrever-lhe logo, logo outra vez, querida amiga. Vou voltar para casa e esperar sob
um teto seguro pela chuva, com uma grande e fumegante garrafa de café ao lado da minha velha,
amada e não menos odiada Olivetti.

Aguardando uma resposta sua,
JIM
P.S: Hermione achou de comprar um gato, Bichento – que agora falando, é a descrição do gorducho
aqui esparramado – , para infortúnio de Perebas, o rato de Roni – ou melhor, para infortúnio de Herry,
porque agora os dois não param de brigar.

P.P.S: Devo levar o Garfield/Bichento comigo, mal me viu levantar e veio, descaradamente oferecido,
esfregar-se nas minhas pernas – se ele quiser me acompanhar que o faça, mas logo deve tomar o
rumo de casa.
 
   
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